Ailton Krenak

O primeiro indígena imortal da Academia Brasileira de Letras

Retrato de Ailton Krenak, filósofo, ambientalista e escritor indígena
Ailton Krenak (1953–)

📋 Dados biográficos

Nome pelo qual ficou conhecido: Ailton Krenak

Nome completo: Ailton Alves Lacerda Krenak

Data de nascimento: 29 de setembro de 1953

Local de nascimento: Vale do Rio Doce, Terra Indígena Krenak, MG (Brasil)

Formação acadêmica: Não há registro de curso superior; é doutor honoris causa pela UFJF (2016), UnB (2022), UFMG, UFBA (2025) e outras

Outras profissões: Ambientalista, filósofo, ativista do movimento indígena, poeta; fundador da ONG Núcleo de Cultura Indígena (1980) e da Aliança dos Povos da Floresta (1987)

Movimento literário: Não se aplica (pensamento indígena, ensaísmo e ativismo)

📚 Principais obras (ordem cronológica)

  • Ideias para Adiar o Fim do Mundo (2019) — primeiro volume da trilogia; traduzido em 20 países
  • A Vida Não É Útil (2020)
  • O Amanhã Não Está à Venda (2020)
  • Futuro Ancestral (2022)
  • Kuján e os Meninos Sabidos (infantil, 2025, com Rita Carelli)

💬 Frase que define sua história

"O primeiro indígena a se tornar imortal da Academia Brasileira de ABL, que colocou a voz dos povos originários no centro do debate sobre o futuro do planeta."

📖 Texto sobre o autor

Ailton Krenak nasceu em 1953 na região do Médio Rio Doce, no leste de Minas Gerais, na Terra Indígena Krenak. É uma das vozes mais ativas na comunicação e tradução da cosmovisão dos povos indígenas, atuando como ambientalista, filósofo, poeta e escritor.

Em 1985, fundou a ONG Núcleo de Cultura Indígena e, em 1987, coordenou a Aliança dos Povos da Floresta, que reúne comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazônia. Tornou-se um rosto conhecido dentro e fora do Brasil quando subiu à tribuna da Câmara dos Deputados durante a Constituinte, em 1987, para proferir um discurso a favor dos direitos dos indígenas, pintando o rosto com tinta preta de jenipapo em sinal de luto.

Sua obra mais conhecida, Ideias para Adiar o Fim do Mundo (2019), foi motivada por suas implicações sociais, culturais e ideológicas, e tornou-se uma referência para pensar a trajetória humana sobre a Terra. Seus livros foram traduzidos em 20 países. Em outubro de 2023, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tornando-se o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na instituição, na vaga do historiador José Murilo de Carvalho. Recebeu o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano em 2021, a Ordem Nacional da Legião de Honra da França em 2024 e o título de doutor honoris causa pela UFBA em 2025.

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